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Acima da média: vê para lá do que te mostram!

A Sol sem Fronteiras esteve, na passada terça-feira, dia 24 de janeiro, na conferência Acima da Média, na Fundação Calouste Gulbenkian, organizada pela Par – Respostas Sociais e pelo CIDAC.


A conferência incidiu sobre o projeto com o mesmo nome levado a cabo por estas duas organizações, em execução desde 2014, cujo objetivo tem sido a capacitação de jovens para a descodificação das mensagens veiculadas pelos meios de comunicação social. O projeto apostou nos benefícios do efeito multiplicador, através do trabalho com organizações juvenis de diferentes áreas, para que o impacto não ficasse apenas neste projeto que termina agora, em fevereiro de 2017. Como fruto do trabalho realizado, em parceria com a 4change, desenvolveu-se uma "Caixa de Ferramentas” – um manual para se poder trabalhar estas questões noutros contextos.




Após esta explicação inicial, por parte da Par – Resposta Socias, ouvimos o testemunho da Sociedade de Debates Académicos de Lisboa, uma das organizações envolvidas neste projeto. Passaram por duas fases: uma em que convidaram vários especialistas na área da comunicação e outra em que realizaram um curso formativo para os jovens participantes. O interesse ficou despertado e já planeiam os próximos debates em temas como a liberdade de expressão.



Também a Igreja Evangélica Nova Jerusalém avançou com a sua opinião sobre a participação no projeto – neste caso, o foco foi não só nos jovens mas também nas mulheres. Por isso mesmo, as dinâmicas diferenciaram-se conforme o público: no caso do trabalho com mulheres, por exemplo, reforçou-se como os media constroem a ideia de um corpo perfeito.




Foi então a vez das duas autoras da "Caixa de Ferramentas” – Sandra Oliveira e Rita Caetano da 4change falarem um pouco sobre o processo de construção deste manual, dos desafios encontrados, e de como falar da literacia para os media hoje envolve uma volatilidade de termos e fronteiras e de como o hibridismo, entre os media novos e tradicionais, necessita de uma atenção e de uma responsabilização redobrada.




No final, contámos com a participação de Sandra Monteiro, do jornal "Le Monde Diplomatique”, onde refletimos sobre a contaminação da informação pelo entretenimento, o perigo de o jornalista não conseguir exercer um olhar crítico sobre a atualidade e a necessidade de separação entre opiniões na internet e jornalismo.




Em suma, foi uma tarde rica em reflexões, testemunhos e troca de ideias sobre como as visões que nos são apresentadas são apenas uma pequena parte de um realidade multifacetada, onde todos devemos exercer uma posição crítica e procurar quais as lentes que fizeram com que as notícias fossem assim construídas. Porque, de facto, as notícias são contruções e a literacia para os media é, por isso, essencial.

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