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Dia Internacional da Tolerância Zero contra a Mutilação Genital Feminina

A Mutilação Genital Feminina (MGF) é reconhecida internacionalmente como uma violação dos direitos humanos das meninas e das mulheres e constitui uma forte ameaça para a saúde, bem-estar e autoestima das mesmas. No entanto, é uma realidade em mais de 30 países do mundo, sendo mais frequente no continente Africano e no Médio Oriente.


A MGF encontra várias explicações nas tradições e culturas, em que se acredita que os órgãos femininos têm de ser purificados e que só os homens devem desfrutar do prazer sexual. Para tal, executa-se desde a excisão parcial do clitóris até ao corte dos pequenos e/ou grandes lábios; provocando infeções, infertilidade, complicações na gravidez e no parto, e em alguns casos a morte e a morbilidade materno-infantil.


Segundo um Comunicado das Nações Unidas (http://bit.ly/2E44UJb), mais de 140 milhões de raparigas e mulheres foram excisadas após o seu nascimento ou até perfazerem 15 anos de idade.


O número indicado tende a aumentar se todos os Estados não se comprometerem a eliminar, de vez, estas práticas nefastas. Paralelamente, é urgente educar as comunidades sobre os direitos humanos e as consequências físicas e psicológicas da MGF. E é urgente acompanhar as raparigas e mulheres que já vivem em absoluto sofrimento!


As metas indicadas fazem parte dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável, às quais se acrescenta a necessidade de estimular o potencial do género feminino, a fim de chegarmos mais perto da igualdade de género. Uma forma de o fazer é começar por quebrar o mito de que certos desportos são masculinos e que as meninas nunca poderão jogar à bola, por exemplo.


O projeto: "Aprendizagem Inclusiva”, no setor de Contuboel (Guiné-Bissau), é um modelo de ação que vai de encontro ao enunciado em cima. A Solsef em parceria com as Irmãs de Santa Teresinha do Menino Jesus irão apoiar o desenvolvimento de capacidades do Centro Educacional Irmã Valdelícia, onde, de entre outros propósitos, se irá ampliar os espaços desportivos e recreativos, para que os alunos pratiquem vários tipos de desportos e outras atividades Socioculturais. Assim, será possível incentivar a valorização pessoal dos rapazes e das raparigas que frequentam esta escola e, ainda, ensinar a respeitar o outro e a trabalhar em equipa.



 

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