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Missionários do Taiwan contribuem para o Sol Nascer para Todos

Os Espiritanos chegaram ao Taiwan em 1997. Nos dois primeiros anos, enquanto iniciavam o estudo da língua chinesa, trabalharam sobretudo com imigrantes filipinos, devido à facilidade na comunicação através da língua inglesa. Depois desse período, começaram a assumir trabalhos pastorais e sociais também com a comunidade vietnamita e com a comunidade local.


A equipa fundadora era composta por quatro espiritanos: dois da França, um da irlanda e um da Serra Leoa. Hoje, são dez espiritanos, oriundos da Irlanda, Nigéria, Congo, Ghana e Estados Unidos/Vietname, aos que se somará no ano próximo o José Carlos, jovem português que será ordenado padre neste próximo domingo e que partirá para a diocese de Taichung.



      O espiritano Zé Carlos durante o seu Estágio Missionário em Taiwan, onde voltará já como Padre no próximo ano



Na atualidade, assistem duas comunidades paroquiais na cidade de 竹北 (Zhubei), cinco na cidade de 新竹 (Condado de Hsinchu), e duas nos arredores de 台中 (Taichung).


Para além da área pastoral, os espiritanos desenvolvem um intenso trabalho social que abrange várias áreas e coletivos, e que é realizado através da colaboração com instituições parceiras locais.


Já desde a sua chegada estiveram comprometidos no serviço aos imigrantes e minorias étnicas. Iniciaram o seu trabalho com a comunidade imigrante vietnamita pois aperceberam-se de que muitas pessoas trabalhavam em condições de quase escravatura, sem tempos de descanso nem condições. As mulheres eram contratadas para apoio domiciliário no serviço a pessoas idosas ou portadoras de deficiência, mas tornavam-se muitas vezes cuidadoras de toda a família, sendo muitas vezes exploradas também sexualmente. Além do serviço de apoio domiciliário com assistência a pessoas fragilizadas, mulheres e homens eram também contratados pelas fábricas locais. Estas não proporcionavam condições dignas de trabalho, e os Espiritanos aperceberam-se também de que os trabalhadores fabris frequentemente não são tratados pelos ferimentos causados por acidentes laborais, pois a entidade empregadora não quer acionar os seguros para não terem mais gastos. Aqui, a intervenção espiritana passa pela denúncia destes casos e o apoio direto às famílias.

 

Na diocese de Hsinchu, o apoio aos jovens materializa-se através de atividades desenvolvidas no centro paroquial, que ocupa o local da antiga Igreja. A iniciativa de recuperação, desenvolvida pelos próprios paroquianos, possibilita a criação de um ambiente acolhedor que favorece o convívio e a partilha de experiências. Desta maneira os voluntários, coordenados pelos Espiritanos, servem como pessoas de referência para os jovens que vieram de famílias desestruturadas ou que estejam em risco de exclusão social, ajudando-os a crescer com alicerces fortes.


Para além disso, também desenvolvem ações pontuais e espontâneas que surgem do contato direto com as pessoas e que abrangem desde o apoio a vítimas de violência familiar, o serviço aos doentes com deficiências profundas, as visitas e apoio aos prisioneiros, ou o diálogo inter-religioso.


Todo este trabalho beneficia de forma direta cerca de dois milhares de pessoas, mas o número é muito maior quando contamos também os beneficiários indiretos.



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