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Missionárias do Gana contribuem para o Sol Nascer para Todos

As Irmãs Missionárias do Espírito Santo fundaram a primeira missão no Gana a 25 de setembro de 2001, a qual se localiza na comunidade de Berekum. A equipa fundadora era composta por quatro Irmãs de quatro nacionalidades diferentes: Martina Omachona da Nigéria, Natália Candongo da Angola, Monique Desjardins do Canadá e Sofia Pereira de Portugal.


Passados 10 anos, é fundada uma nova Missão na comunidade de Lungni, na região norte do Gana.



 

A Ir. Olga a ensinar a fazer sabão com as mulheres de Lungni


 

Em Berekum, a equipa missionária dedica-se à área da educação, resultado da grande preocupação do Bispo, D. James K. Owusu. Para tal, as Irmãs começaram por frequentar aulas de inculturação com o objetivo de aprenderem a língua oficial, Twi, e os costumes da tribo Ashante, por ser a tribo de onde derivam quase todas as tradições do Gana. Enquanto este ano de aprendizagem decorria, a Escola na aldeia de Mpatapo ia sendo construída. No entanto, como não ficou pronta a tempo do início do ano letivo, as Irmãs decidiram iniciar a escola na capela de Mpatapo. O importante era começar a trabalhar o mais depressa possível a favor da formação escolar, sobretudo das meninas que vêem, muitas vezes, o seu direito à educação negligenciado.


Atualmente, a Escola está nas mãos da Congregação Local e continua em funcionamento, tendo cerca de 2000 crianças, desde do Jardim Infantil até ao 9ºano. A diretora da escola é uma Irmã Espiritana, Phillipa Okwor, da Nigéria. Já a Superiora da comunidade é a Irmã Andrée Boutin, do Canadá.


Quanto à fundação da Missão de Lungni, marca uma mudança para a região mais pobre e desprovida. O povo, pertencente maioritariamente à etnia Komkomba, é um povo que almeja educação de qualidade. Mesmo em situações adversas como classes superlotadas (127 estudantes) sem carteiras para escrever, os alunos esforçam-se e estão presentes, ainda que as aulas aconteçam debaixo de árvores.


A maioria dos alunos são meninos, por isso, as Irmãs tentam trazer as meninas até à escola, realizando um diálogo próximo com a comunidade. Para promover a mulher são também desenvolvidas atividades de empreendedorismo com a comunidade local, tais como fabricação de sabão.


Em 2015, começou o projeto Aqueduc Lungni (Aqueduc porque contaram com a ajuda de uma Associação francesa com esse nome). Tinha como objetivo dar uma maior autonomia aos muitos jovens que vagueiam pelas ruas. A maior parte não frequenta a escola porque os pais não podem pagar as propinas e outros simplesmente porque são órfãos e os seus tutores só os usavam para trabalhar no campo sem qualquer motivação.


Com o projeto Aqueduc Lungni, os jovens são incentivados a cultivar produtos hortícolas para depois os venderem no mercado. Assim, sentem-se úteis para a sociedade, conseguem pagar as propinas e comprar material escolar.


Na área da saúde, a equipa missionária local trabalha também na medicina preventiva local, tentando acautelar as doenças e a sua propagação.


A comunidade do Norte conta com o trabalho das Irmãs Amélia Salomão, angolana, Christelle Tchilimbou, congolesa e a Superiora Olga Nguerepawa, centroafricana.


 

A Missão Católica do Gana é um exemplo de dedicação à comunidade e de trabalho pela justiça e igualdade.





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