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História de Vida | Paulo Bidefa

Paulo Bidefa nasceu em Gabu, a maior cidade do leste da Guiné-Bissau, com cerca de 42.000 habitantes.


Quando mais jovem, começou a trabalhar na área da hotelaria. O acesso ao emprego para os jovens não é fácil na Guiné-Bissau, mas ainda assim, o Paulo sentia que queria contribuir de uma forma mais direta para o desenvolvimento do seu país. Foi assim que o Paulo ganhou coragem e decidiu dar um salto no vazio: abandonou o seu posto de trabalho e inscreveu-se numa formação em energia solar.



O Paulo diante das placas fotovoltaicas da planta de Contuboel


Na Guiné-Bissau, apenas 2,6% da população tem acesso a eletricidade de forma constante e 5,7% tem acesso em intervalos irregulares. Uma vez que o país tem uma média de 251 dias de sol por ano, o Paulo achou que a energia solar seria uma excelente resposta para este problema.


Uma vez acabada a formação, logo teve a oportunidade de começar a trabalhar num projeto de energias renováveis. Foi selecionado para fazer parte da equipa da central fotovoltaica de Contuboel, uma pequena vila situada a uma hora de distância da sua cidade natal.


Esta central faz parte de um projeto pioneiro que pretende abastecer de energia elétrica as áreas rurais de diferentes países do continente africano. Está a ser desenvolvido pela Foundation Rural Energy Services (FRES) em Mali, África do Sul, Uganda, Burkina Faso e Guiné-Bissau, e contou com o apoio financeiro do Fundo para o Desenvolvimento Internacional da OPEC (OFID) e da União Europeia.


A Central de Contuboel foi criada no ano 2007 e produz energia renovável 100%. Fornece eletricidade durante 14horas diárias, das 10h às 24h, a 450 famílias, empresas e instituições. O Paulo trabalha na equipa instalada na central, que garante o funcionamento das placas, baterias e restantes equipamentos, e que ainda dá apoio aos clientes.


Na atualidade a central está à espera de receber financiamento internacional para aumentar as instalações, com a finalidade de ampliar até às 24 horas o abastecimento de eletricidade aos clientes.


A conexão constante durante todo o dia repercutirá na qualidade de vida das pessoas, da saúde e da educação e possibilitará o crescimento da economia local. Isto porque atualmente, na Guiné-Bissau, ainda continuam a ser um desafio questões tão importantes como a refrigeração de medicamentos nos centros de saúde ou a preservação de alimentos.


Contudo, este projeto ainda é uma experiência que está a ser testada. Desde aqui queremos agradecer ao Paulo o seu esforço, e queremos encoraja-lo, tanto a ele como à sua equipa, para continuar a lutar pela expansão deste projeto. Para num futuro próximo, todas as famílias conseguirem estar ligadas a uma rede de energia sustentável, possibilitando assim, continuar a avançar pelo caminho do desenvolvimento.

 

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