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História de vida | Aliu Djau
O Aliu Djau tem 8 anos e estuda na segunda classe no Centro Educacional Irmã Valdelícia (CEIV), em Contuboel, na Guiné-Bissau. É uma criança muito ativa e, como mora perto do CEIV, é comum também vê-lo a brincar pelas imediações da Escola com os seus amigos fora do horário escolar, e a participar em todas as atividades extra-escolares que são organizadas no centro.

História de Vida de Aliu
O Aliu na Biblioteca do CEIV

O Aliu é feliz no CEIV. Ainda que atualmente as aulas estejam canceladas devido à Covid-19, estamos com esperança que sejam retomadas assim que  possível, porque a educação que lá é ministrada é uma das de maior qualidade de toda a região. Contudo, não é muito fácil para a família suportar os custos das propinas. Por isso, no ano escolar 2019/2020, o Aliu ganhou uma das bolsas do projeto Aprendizagem Inclusiva, desenvolvido pela Solsef em parceria com a Congregação Santa Teresinha do Menino Jesus e cofinanciado pelo Instituto Camões, I.P.

A família do Aliu enfrenta algumas dificuldades. Das 14 pessoas que fazem parte do seu agregado familiar, 7 são crianças menores de 18 anos que estão a estudar. Também há um bebé e uma avó idosa, por isso a responsabilidade de sustentar a família recai nos restantes três adultos. A economia familiar, como acontece na maioria das zonas rurais da Guiné-Bissau, está ligada à agricultura. Neste caso, à produção de cebolas e outros produtos como arroz e canja na horta comunitária à volta da vila e também à campanha do caju.

Um agregado familiar tão grande é comum na Guiné-Bissau. Segundo o inquérito ILAP-2, do INE, um agregado familiar da Guiné-Bissau tem em média 7 membros (o chefe da família, a esposa, os filhos, e o sogro/genro, o sobrinho, o irmão/cunhado, outros parentes ou ainda "amigos” sem nenhum parentesco). A média de filhos por cada casal é de 4 e ainda se junta 1 sobrinho por agregado familiar. Contudo, o caso do Aliu continua a ser uma exceção comparado com a média nacional.

O elevado número de crianças em cada casa está relacionado com a principal caraterística da demografia guineense: é um país jovem onde o 50% da população tem menos de vinte anos. 

Por isso projetos como o Aprendizagem Inclusiva, com o seu programa de bolsas, têm especial relevância. Em famílias tão numerosas e com tantas crianças, os custos da educação supõem um grande peso que em muitos casos não lhes é possível assumir. Neste sentido, a existência de programas de apoio como o Banco de Bolsas da Solsef asseguram a inclusão das crianças mais desprotegidas e garantem, para muitas delas, a possibilidade de continuar o seu percurso escolar.

Queremos muito agradecer a todos os que têm apoiado o projeto Aprendizagem Inclusiva, que permite, entre muitas outras ações, ao Aliu continuar a estudar e a espalhar toda a sua energia pela Centro Educacional Irmã Valdelícia. Graças ao esforço dos mecenas, o banco de bolsas do CEIV apresenta uma continuidade para mais 2 anos escolares. 

E muito obrigado também ao Instituto Camões I.P., que com o seu cofinanciamento, permitiu que este projeto chegasse mais longe. Estamos juntos!
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