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3 anos de Lar Educação na Esperança

Sol Sem Fronteiras recebeu, uma vez mais, os dados anuais referentes ao funcionamento do Lar Educação na Esperança (atualmente Lar Eugénie Caps).


Passaram já 3 anos desde a abertura do Lar, projeto que Solsef acolheu e realizou em parceria com as Missionárias Espiritanas em 2009. Uma vez que o projeto previa o acompanhamento durante os 3 primeiros anos de funcionamento da atual diretora do lar, Irmã Rosenir Soares, enviou-nos alguns dados importantes:

"caminhamos com 38 jovens ao longo de todo o ano 2012. Eram 7 jovens da 7ª classe, 22 jovens da 8ª classe e 9 frequentaram a 9ª classe." Os números oficiais da escola dão conta de um maior número de rapazes inscritos do que de raparigas, porém, estas revelam maior persistência em frequentar a escola do que os rapazes, que desistem mais cedo. Estes resultados mostram que por um lado que é importante a sensibilização das populações para a importância da frequência da escola até pelo menos o fim do ensino báciso (9ª classe). Por outro lado, começam a ser visíveis os esforços se sensibilização das raparigas em particular e do próprio funcionamento do Lar, que permite que estas tenham, durante mais tempo, condições de permanecer a estudar.
 
É ainda de realçar o facto de que, de entre as raparigas que vivem no Lar, o número de reprovações é muito baixo: "Das 7 jovens que cursaram a 7ª classe uma a frequentou como ouvinte visto que o pai perdeu a vaga no momento da matrícula, das 9 que frequentaram a 9ª uma chumbou. Todas da 8ª classe transitaram, nas nem todas voltaram no ano seguinte, visto que os pais as deram em casamento."
 
Já o problema do casamento precoce e a pressão para as famílias obterem algum rendimento ou compensação em troca das filhas é uma das maiores ameaças ao sucesso deste projeto educativo, visto que as irmãs constatam que: "cada vez mais jovens que não voltam no ano seguinte devido a forte pressão que sofrem pelas famílias de serem dadas em casamento a um certo homem que chega procurando jovens que frequentam a escola e que passaram por um lar de irmãs. Por um lado podemos dizer que o trabalho que fazemos é reconhecido por uns, mas negativamente implica ao abuso do casamento precoce, fazendo com que estas jovens percam os anos de estudos ao serem enganadas e trocadas por uma certa soma em dinheiro ou mera e simplesmente a obtenção de um telefone portátil."
 
Apesar destes problemas, o funcionamento interno do Lar tem sido muito bom: "Para facilitar a vida de grupo no lar o número de jovens foi dividido em vários grupos de trabalho afim de cobrirem as atividades internas (limpeza, hora de estudo, trabalho no campo, horta, reforço escolar, costura e bordado…) externas (trabalho na plantação, participação activa no grupo de jovens e Infância e Adolescência Missionária, liturgia…) que o lar oferece. As atividades foram realizadas em função do ano escolar e do horário das aulas. Foi estabelecido um regulamento interno para as jovens desde o início do funcionamento do Lar, regulamento este que tem sido sempre aberto a ajustes, consoante a experiência das Irmãs e das meninas assim o impunha, de forma a que a vida na casa se processe o mais normalmente possível."O regulamento ajuda tanto a nós irmãs, como às jovens, para manter um equilíbrio com as outras ocupações extra-lar".
 
Por fim, importa ainda referir o excelente trabalho daqueles que acompanham a raparigas nos seus estudos: "Não podemos deixar de dizer que todo o trabalho realizado no lar se deveu também ao empenho de uma equipe voluntária dando reforço escolar em português, física, química. Agradecemos com todo o nosso afeto a dedicação e disponibilidade dos professores, irmãs e particularmente a leiga missionária Joana Cruz." 
 
Conheça AQUI algumas estudantes residentes no Lar Eugénie Caps em 2012.

 
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