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Missionários da Amazónia que contribuem o Sol Nascer para Todos

Os Missionários do Espírito Santo chegaram à Amazónia em 1897. A fundação da missão esteve a cargo do Pe. Xavier Libermann, sobrinho do segundo fundador da Congregação, Pe. Francisco Libermann.


No seu início, a Missão Católica da Amazónia estava destinada a trabalhar exclusivamente com os indígenas do interior da Amazónia. Para cumprir esse objetivo, e de forma, a ajudar mais comunidades, os espiritanos espalharam-se. Alguns ficaram em Manaus e outros rumaram até Tefé onde também fundaram uma Missão.


Durante quase 100 anos os espiritanos foram os únicos missionários em toda a imensa região da Amazónia. Para visitar as comunidades mais distantes, de indígenas e de seringueiros (povos que extraem o látex das seringueiras para transformar em borracha), navegavam a remo pelos numerosos rios e lagos. Estas viagens duravam vários meses e eram a única forma de chegar ao Perú ou à Colômbia.




Pe. Firmino com a Sr. Lucila em São Raimundo (Manaus)



A Missão de Tefé tornou-se num polo de desenvolvimento não só religioso, mas também cultural e económico. As escolas profissionais apoiadas pela missão permitiram contribuir para o desenvolvimento individual e também da região. A construção da primeira escola secundária na cidade de Tefé é também exemplo da iniciativa dos missionários, bem como a construção do primeiro hospital desta cidade.


Ao impacto tão positivo que a Missão teve na edificação da educação e da saúde, acrescentam-se as ações nas Ciências Sociais, nomeadamente a elaboração de dicionários e de relatórios etnográficos sobre as numerosas nações indígenas que habitavam a região.


A política de proteção ambiental, com a defesa da floresta e a preservação das espécies, também foi pensada pelos missionários. Inclusive, foram eles que começaram a lutar pela ideia de educar as populações e de sensibilizar as autoridades para o efeito. Este trabalho culminou na criação de várias reservas de desenvolvimento sustentável onde as populações locais desempenham um papel fundamental na proteção dos recursos naturais, explorando-os de forma equilibrada.


Atualmente, a equipa missionária é composta por D. Mário (Bispo Emérito de Tefé), D. Sérgio (Arcebispo de Manaus), pelo Pe. José Reis Gaspar (padre português, em Manaus) e por dois outros padres portugueses em Tefé, Pe. Firmino Cachada e Pe. Domingos da Rocha Ferreira.


Nos dias de hoje, o trabalho da Missão centra-se na pastoral. Porém, os missionários continuam a assumir o papel na promoção do desenvolvimento do interior da Amazónia porque a maioria do povo vive em risco de exclusão social. 


Na defesa ambiental, o Pe. Firmino Cachada é conselheiro de duas Reservas de Desenvolvimento Sustentável criadas pelo Governo e que abrangem uma área geográfica maior do que a superfície de Portugal.


É a preocupação com a comunidade e com as gerações futuras que faz da Missão Católica da Amazónia um exemplo de cooperação social.



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