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Missionários de Portugal contribuem para o Sol Nascer para Todos

Em 1848, duas congregações religiosas francesas unem-se e fundam a denominada Congregatio Sancti Spiritus sub tutela Immaculati Cordis Beatissimae Virginis Mariae, que se caracterizava por estar ao serviço da primeira evangelização, ao lado dos mais pobres e abandonados na defesa da justiça e da paz. Para tal, partiam ao encontro das comunidades mais desfavorecidas. Começaram pelas colónias francesas e, posteriormente, chegaram a algumas inglesas.


Em 1865, quando a Congregação já estava no Senegal e Gabão, a Santa Sé confia aos espiritanos a Missão do Congo que incluía parte do território angolano. Pelo que, no ano seguinte, um grupo de três missionários franceses aportaram a Angola. No entanto, rapidamente se apercebem de que seria difícil evangelizar aquele território sem um entendimento com as autoridades portuguesas. Nem o governo de Portugal via com bons olhos a presença de missionários estrangeiros num território português. Assim, o Conselho Geral da Congregação do Espírito Santo decidiu em 31 de agosto de 1867 criar uma comunidade em Portugal para formar missionários a enviar para Angola.



Missão Católica Portuguesa


O local escolhido para a primeira comunidade foi Santarém, que abriu portas a 3 de novembro de 1867. A equipa missionária era constituída pelos Padres Charles Duparquet e António Carrie e os estudantes Alexandre Ruilhe e Dissan, todos franceses.


A presença em Santarém foi breve, apenas 3 anos. Passados algum tempo, a congregação estabeleceu-se em Braga, no colégio do Espírito Santo, sendo este a Casa Mãe dos espiritanos portugueses. A partir daqui nascem outros pólos de formação de missionários e colégios pelo país.


Em 1919, depois da Implantação da República e de ser instaurada a serenidade religiosa, o Conselho Geral da Congregação enviou para Portugal o padre Moisés Alves de Pinho, que estava exilado em França, para estabelecer de novo a Congregação em Portugal, sendo eleito o primeiro provincial português. Nesta altura já não se abriu colégios, apenas casas de formação de futuros missionários para continuar o trabalho missionário.


A pouco e pouco, os espiritanos continuavam a sua obra, chegando às comunidades das colónias portuguesas e, também, fundando Congregações em outros países, tais como Espanha, Paraguai, México e Bolívia.


Em Lisboa, a casa na Rua de Santo Amaro foi progressivamente ampliada e melhorada para acolher também os serviços de administração central, animação missionária e da imprensa missionária, sendo hoje a sede dos Espiritanos em Portugal.


Ao longo dos anos, o trabalho dos Missionários do Espírito Santo continua a ter como compromisso: "estar onde ninguém está e fazer o que mais ninguém quer fazer”. Pelo que, espalhados pelo mundo, agem a favor da justiça e da paz.




Presença Espiritana Portuguesa ao longo dos anos


Em Portugal, o trabalho passa também por agir pela justiça e pela paz, mas também pela formação e pastoral vocacional, pelo compromisso paroquial e pela animação missionária.


No trabalho pela justiça e pela paz, o rosto mais visível é o Centro Padre Alves Correia (CEPAC). Uma obra espiritana que apoia imigrantes, sobretudo africanos, nos domínios da documentação, saúde, formação e emprego. Tem também um banco de alimentos e de vestuário, fazendo distribuição pelos mais necessitados.


Já na formação e pastoral vocacional há um acompanhamento dos que se querem consagrar como religiosos na Congregação. 


No compromisso paroquial, apesar de não ter sido uma prioridade ao longo da história dos espiritanos, a Congregação estende-se a cinco dioceses: Vila Real (Godim, Fontelas, Oliveira e Loureiro); Braga (Nogueira); Lisboa (Abóboda e Tires); Beja (Mértola e as restantes 9 paróquias do concelho); Algarve (S. Brás de Alportel e Santa Catarina da Fonte do Bispo).


A imagem dos espiritanos é a animação missionária. Em Portugal esta concretiza-se na Liga Intensificadora da Ação Missionária (LIAM), no Movimento Missionário de Professores (MOMIP), no Centro Espírito Santo e Missão (CESM), nos Jovens Sem Fronteiras (JSF) e na Sol sem Fronteiras (Solsef). Ao que se soma a criação de instrumentos de difusão, como jornais e livros.


O CESM pretende ser um espaço de aprofundamento da fé e da vida espiritual. A LIAM é um dos movimentos laicais mais antigos, constituída por grupos que procuram fazer da Igreja uma Igreja mais missionária. O MOMIP é movimento de professores que se rege pela Declaração Universal dos Direitos do Homem e pela Doutrina Moral e Social cristãs.


Os JSF são grupos paroquiais formados por jovens que agem para responder aos problemas locais que vão contra à dignidade humana e, também, contribuem para a igualdade entre os povos. É da dedicação dos JSF que é constituída a Solsef.


A todas estas obras da Congregação Portuguesa, soma-se a Procuradoria das Missões e a Anima Una. Na Procuradoria é prestado um  apoio continuado às Missões que facultarem esse pedido, em qualquer um dos 65 países onde há missionários.


Já a Anima Una é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que pretende apoiar os idosos e as respetivas famílias, dando prioridade à promoção da saúde e bem-estar da população idosa pertencente à comunidade onde se localiza (Braga), assim como à população idosa proveniente da Congregação do Espírito Santo.


       

                                                                        Família Espiritana


Atualmente, contabilizam-se cerca de 100 espiritanos portugueses, ao que se acrescenta muitos voluntários envolvidos com os projetos enunciados. Graças à dedicação de todos, é possível promover a equidade e a fraternidade entre milhares de pessoas.

O trabalho é grandioso e inspira a caminhada da Solsef. Por isso, desenvolvemos projetos de voluntariado, cooperação e de educação em parceria com a família Espiritana. Assim, é mais fácil fazer o Sol Nascer para Todos.





O Sol nasce para todos
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