A experiência, nestas duas semanas, com os jovens sem fronteiras tem sido maravilhosa. Aprendemos coisas muito bonitas e ricas em quase todos os domínios da vida: ciência, sociedade, religião. Aprendemos coisas que achámos que íamos demorar anos e anos a aprender, mas com as dinâmicas aplicadas pelos jovens aprendemos muito mais rápido.
O que nos marcou mais foi a paciência imensa que eles têm demonstrado, como se cada aluno fosse único naquela sala de aula. Como "Valentes”, vamos levar isso connosco, para as nossas formações, para a forma como conversamos com o outro, como se fosse único. Esse atendimento pessoal que sentimos da vossa parte foi algo que nos marcou tanto. Também a vossa humildade e o vosso sorriso marcou-nos imenso, porque para nós – os "Valentes” – o sorriso é a melhor coisa que se pode oferecer a alguém: o sorriso é o que alegra a alma. Esse sorriso fez-nos crescer muito, em muitas dimensões. Aprendemos muito da língua portuguesa, pois falamos em português convosco e entre nós, muito mais do que o habitual, o que também nos faz crescer a nível linguístico.
Eu já tinha ouvido falar nos Jovens sem Fronteiras e o que eu pensava deste movimento não é o que eu esperava. Eu sabia muito pouco em relação ao que eles realmente são. São bem maiores: em termos de organização, em todos os aspetos.
O que mais me tem marcado é a vontade de ajudar a humanidade. Eles fazem coisas maravilhosas por mim. Ensinaram-me uma metodologia que eu defino: "fazer aprendendo, aprender fazendo”, juntando a prática com o que encontramos no nosso dia-adia. O que eu aprendi com as dinâmicas deles são coisas que ficarão gravadas na minha cabeça e no meu coração. Agora é só aplicar! Já aprendi muito com eles. Estas duas semanas pareceram três anos, pois têm sido muito intensas. O que eu também gostei neles, que é uma coisa muito rara, é a sua vontade de conhecer a nossa cultura, de falar crioulo, e saber um pouco mais das nossas danças.
Que Deus ilumine estes jovens maravilhosos, de modo a continuarem a sua missão.