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Assim correu a Ponte 2021
No passado mês de agosto realizou-se o projeto de voluntariado Ponte 2021. Um grupo de 7 Jovens Sem Fronteiras acompanhados pelo Padre Vitor Ferros, da congregação dos Missionários do Espírito Santo, viajaram até São Paulo, no Brasil. Em preparação desde 2019, os jovens sentiam-se com muita vontade de partir e sem medo. A situação pandémica sempre foi uma preocupação, no entanto, não impediu este grupo de realizar a sua missão. 

Foto durante projeto

Os pontistas durante os primeiros dias do projeto

As primeiras semanas do projeto decorreram na Paróquia de Santa Teresa de Calcutá 


Assim que chegaram ao Brasil, foram muito bem acolhidos na Paróquia de Santa Teresa de Calcutá pela comunidade e pelo seu pároco, o Padre Elson Paulo Correia Lopes, jovem missionário vindo de Cabo Verde e padre na Congregação dos Missionários do Espírito Santo (Espiritanos). A paróquia foi instaurada no dia 20 de fevereiro de 2021 pois resultou da desmembração da extensa e populosa Paróquia Santíssima Trindade que fica no bairro vizinho. Por ser uma paróquia muito recente e constituída por 7 comunidades (Rainha da Paz, Imaculada Conceição, Matriz, Santa Rita, São José, São Pedro, Nossa Senhora do Rosário) existem várias dificuldades, no entanto, a visita dos pontistas incentivou à organização e dinamização das comunidades para a receção e preparação de atividades para os jovens. O grupo Ponte sentiu, desde o início, um enorme acolhimento e que realmente era ali que a missão tinha que acontecer. 

Durante as duas semanas em que o grupo esteve na paróquia realizou várias atividades. Fizeram visitas a cada comunidade, acompanhados pelos seus vários líderes, tendo assim a oportunidade de se integrarem na realidade, partilhando experiências, gastronomia e a alegria da fé em Cristo. Fizeram ainda visitas porta-a-porta ajudando a mobilizar e dar a conhecer a nova paróquia, a recente divisão e as próximas atividades da mesma. Com os jovens, fizeram várias atividades e foi tanta a sintonia entre os jovens brasileiros e os portugueses que em todas as atividades preparadas pelos pontistas, os jovens da paróquia estavam presentes e ajudavam em todas as dinâmicas. Juntos prepararam uma vigília de oração que durou a noite inteira, um terço missionário e muitas foram as eucaristias que foram animadas pelos jovens. Prepararam também momentos de catequese e animação para as crianças, promovendo a sensibilização para a higienização, nomeadamente das mãos. Muitos foram os momentos de convívio com as 7 comunidades, desde almoços a jantares, e houve sempre muita partilha, alegria e animação. Em cada casa em que eram acolhidos, os pontistas sentiam que eram acarinhados como se fossem da família, todas as pessoas tinham um sorriso fácil e genuíno, mesmo que muitas vezes estivesse escondido por uma máscara.

A favela de Vila Prudente foi o local onde decorreu a última semana do projeto.


Durante a última semana do projeto, o grupo ponte acompanhou o Padre Assis (Missionário do Espírito Santo) na Comunidade de Vila Prudente (Favela do centro da cidade de São Paulo). Lá tiveram a graça de assistir em primeira mão ao que é "estar realmente disponível". O grupo Ponte conta que a campainha da casa do Padre Assis nunca parava de tocar e a porta era sempre aberta, fosse para ajudar com bens alimentares, com conversa ou na resolução de conflitos. A realidade vivida na favela do centro da cidade é bastante dura e, durante apenas uma semana, os pontistas viveram momentos de grande aprendizagem. A luta pela dignidade humana é travada todos os dias e só é possível em comunidade, estando inteiramente disponível. Nesta comunidade, o grupo ponte teve a oportunidade de visitar a Creche Júlio Cesar, o Centro Cultural de Vila Prudente, a Cooperativa de Reciclagem - Recifavela - onde estiveram a trabalhar junto dos colaboradores, participaram numa aula de Capoeira e animaram as missas da comunidade.


O grupo Ponte conta que este foi um mês de muitas aprendizagens, crescimento e alegrias. Conheceram pessoas muito alegres e voltaram com a certeza de que lá vivem muitos missionários que nunca "estão longe dos que estão perto”. Se quando partiram o seu lema era "Vida e Missão neste chão”, agora que voltaram, têm a certeza de que este não podia ter sido melhor escolhido. São Paulo era realmente o chão que chamava pelo grupo para que acontecesse vida e missão.

O grupo Ponte
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