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Sinergias para a Transformação Social

Foi nos dias 12 e 13 de janeiro que o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP) e a Fundação Gonçalo da Silveira organizaram, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) o Encontro Internacional: Sinergias para a Transformação Social – diálogos sobre o desenvolvimento. A Raquel Carreira, colaboradora da Sol sem Fronteiras, participou e representou a nossa ONGD neste culminar do projeto Sinergias para a Transformação Social e explica-vos como foi.

 
 
 
A Dra. Ana Paula Laborinho, do Camões IP, abre o Encontro Internacional
 

O primeiro dia abriu com três oradores convidados: José António Pereirinha, do ISEG, Liam Wegimont da Global Education Network Europe e Ana Paula Laborinho, do Camões IP e seguiu-se das Pedagogias Subalternas foi, de seguida, apresentado por Boaventura de Sousa Santos, sociólogo português que tem abordado temas como a democracia e os direitos humanos – falou-nos de sete ameaças ao desenvolvimento que também podem ser encaradas como sete desafios.

Ainda antes do fim da manhã, reuniram-se Boaventura de Sousa Santos, Manuela Silva (ISEG e Fundação Betânia) e Miguel Silva (TESE e CEAUP) para um debate sobre as variações do conceito de desenvolvimento e o privilégio de poder discutir tais questões quando quem será afetado não participa no debate – ou seja, as populações

 
 

O segundo dia foi dedicado ao tema da educação para a transformação social, onde vários oradores (Luísa Teotónio Pereira, Vanessa Andreotti e Óscar Jara) discutiram algumas problemáticas – somos simultaneamente agentes e objeto de ação, estamos implicados dentro da própria transformação social em vários papéis e torna-se difícil ter certezas neste processo complexo. Por outro lado,a forma de agirmos nesta mudança social tem muito a ver com a forma como a imaginamos e Boaventura de Sousa Santos incita-nos, antes, à mudança das mentalidades: se não vemos mais além, não conseguiremos agir mais além! 


Stephen McCloskey (Centre for Global Education) veio ainda desconstruir algumas conceções acerca do desenvolvimento – estarão as ONGs a funcionar corretamente? E os objetivos do desenvolvimento sustentável, poderão realmente erradicar a fome? E o final da manhã ficou marcado por Oscar Jara que tocou também questões sociopolíticas, como estruturas hegemónicas e lideranças éticas e a construção de relações democráticas, falando sobre algumas dicotomias que podem ser a chave para a transformação das relações de poder.

 
 

O encontro internacional acabou nessa tarde ainda com uma reflexão coletiva e grupos de trabalho organizados.

Foram dois dias muito ricos em conhecimento e troca de ideias, de novas formas de pensar e reforço de outras e foi precisamente aí que residiu a essência do culminar do projeto: aproveitar sinergias entre várias correntes de pensamento, várias universidades, centros de estudo e organizações – no fundo, todos trabalhamos para o desenvolvimento e só juntos conseguiremos fazer o Sol nascer para todos.

O Sol nasce para todos
Organização Não Governamental para o Desenvolvimento
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