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Testemunhos - Ponte 2017

Viver o projeto Ponte é viver um tempo que é inteiramente nosso e de quem nos faz companhia. Quando voltamos a casa, regressa apenas o corpo, porque o nosso coração fica com quem nos abraçou e nos sorriu.


Esta experiência é muito mais do que voluntariado.  É a construção do que somos. 


Rita Coelho


 

Rita Coelho acompanhada pelas crianças de Flamengos


Acolher! Quando pensamos no nosso lema, nunca pensei que este verbo tão simples pudesse ter tanto significado. Ao longo da missão, não houve um único momento em que este acolhimento não fosse sentido. E foi este o maior sinal do amor de Deus. Em todas as visitas, em todas as crianças com quem brincamos, em toda a gente com quem nos cruzamos, Deus estava sempre presente através deste acolhimento, desta morabeza que tanto nos marcou e que nos fez cada vez melhores testemunhas do seu amor.



Gabriela Loureiro



As crianças da comunidade Principal fizerem a  Gabriela Loureiro sorrir


A nossa voz ecoa nas ruas e começam a chegar crianças, jovens, sorrisos, brincadeiras, músicas, jogos, abraços, alegria. No nosso corpo sente-se uma energia inigualável. É amor. Para amar basta um olhar, um suspiro, um bater de coração. A cada passo que dávamos na direção contrária daquelas pessoas o coração transbordava de felicidade e ao mesmo encolhia com as saudades que sentia, era uma tristeza alegre. Encontrei um pedacinho do céu na terra que nos inunda com uma morabeza no coração.



 

Ludimila Silva

 


Ludimila Silva partilhou momentos inesquecíveis com as gentes de Achada Laje


"Nhos ben, nhos entra, nhos xinta" não havia melhor maneira de sermos acolhidos por pessoas que pouco, ou nada nos conheciam e, que, ao verem-nos na rua convidavam-nos a entramos nas suas casas e a sentar nas suas mesas, como se fossemos da família, sem desconfiarem se éramos de confiança ou não. A partilha de fé entre o dar e o receber, o acolher e ser acolhido criou uma linda ponte, onde conseguimos perceber que a fé é o que nos move e une e, que a nossa maior riqueza é a fé que partilhamos.


 

Margarida Catarino



Margarida Catarino foi  ao "cabeleireiro" em Achada do Monte


Durante esta missão PARTILHAR foi a ação mais praticada entre o grupo e a comunidade que nos acolheu. Uma partilha mútua, que nos encheu o coração. Partilhámos sorrisos, abraços, vivências. As pessoas abriram a porta da sua casa e do seu coração. Os missionários mostraram-nos o seu espírito de entrega e doação. Foram partilhados momentos de fé nas eucaristias e orações. Partilhámos a alegria das primeiras chuvas para regar as sementeiras! Pudemos sentir e acolher o verdadeiro Toque da Missão.



Ana Pereira



Ana Pereira sentiu o abraço apertado das crianças de São Miguel


Em Cabo Verde construímos e vivemos, juntos, uma missão de ser e estar, mais do que fazer. As pessoas são sempre o melhor, ser e estar com elas foi o que marcou este tão intenso mês. Os olhares, os sorrisos, os abraços, a partilha, o encontro. Rostos, palavras e momentos que ficarão para sempre eternizados na minha memória e, sobretudo, no meu coração. "Num caminho de pessoas, o encontro é o tesouro”, nunca um tesouro foi tão precioso. Uma vez mais afirmo: dar é bom, mas darmo-nos é muito melhor!



Raquel Carreira



Raquel Carreira divertiu-se e ajudou a comunidade de Principal a divertir-se também


 "Dam bênção”, ouvíamos diariamente, pedida aos mais velhos, ou de todos ao padre. Pedir a bênção de Deus é muito importante e recebê-la tem uma importância maior. Estivemos neste país quase verde, que esperava e rezava diariamente pela chuva que tardou a chegar para que pudessem pôr na mesa o pão nosso de cada dia. Trago muitas aprendizagens e testemunhos para a vida, mas a fé daquelas pessoas a cada momento do dia é algo que guardo na memória do coração e que sei que não irei esquecer!

 

 

João Branco



João Branco nas aulas de música na Comunidade de Ribeireta


O projeto ponte é construído por pessoas e palavras, que, a cada dia que passa, fazem mais sentido. Pelos caminhos, sem saber por onde e como, sem destino certo, partindo à descoberta de um povo sempre pronto a ACOLHER em sua casa.O TOQUE - era um pequeno toque nas crianças para que se quebrar aquele gelo e desconfiança, um pequeno toque que se transformava em enormes gargalhadas de verdadeira alegria. ENCONTRO, é o ponto máximo desta experiencia, estar, ouvir e acolher o amor no coração.


 

Pe. Tiago Barbosa



Padre Tiago Barbosa guarda memórias das conversas com as criança de Pedra Serrado 


"Nhor Padre, que bencóm que venha visitar-nos!” TOCAR, ENTRAR E ACOLHER! Tocámos muitas portas, muitas pessoas. Sentimos o toque de um coração que vive a sua fé com alegria, simplicidade e generosidade. Experimentamos ser Igreja que entra porque saiu ao encontro, porque se dispôs a partir para o outro com Deus. Acolher: este o significado cristão e missionário da morabeza cabo-verdiana que, dia a dia, de coração a coração, saboreamos com Deus. Foi (e é) sinal de Deus que acolhe e abraça.



Elisa Ribeiro



Elisa Ribeiro brincou imenso com as crianças de Achada de Laje


"Cabo Verde” … sorrio quando dizem estas palavras. Sorrio porque é com um enorme sorriso que recordo este país, esta missão, os abraços fortes, a alegria contagiante, as partilhas e principalmente as pessoas, aquelas que nos acolheram tão bem que nos fizeram sentir em casa. Sorrio porque durante o mês foi o que mais demos e recebemos, quando íamos ao encontro do outro sendo nas brincadeiras com os mais novos como nas formações com os mais velhos. Sorrisos e recordações que me enchem o coração!


Nuno Velho



Nuno Velho ganhou novos amigos em Calheta


Fui chamado a ir,estar perto dos que estão longe, arriscar a conhecer o desconhecido! Quando cheguei fui abraçado pelo carinho e generosidade das pessoas que, apesar de não nos conhecerem de lado nenhum e dos milhares de kms de distância, nos fizeram sentir em casa, tratando-nos como filhos. O que mais me marcou foi o olhar das pessoas, o sorriso genuíno e o abraço apertado! Partimos de lá de coração cheio por termos partilhado estes momentos com estas pessoas com quem Deus nos juntou.



Luciana Cunha



Luciana Cunha ajudou as crianças de Principal a pintarem balões


Cada dia de missão foi diferente, mas todos eles tinham algo em comum, o encontro. O encontro com o outro, o encontro com Deus, presente em cada bênção, cada sorriso, cada aperto de mão, cada abraço, cada partilha e desabafo. Tocámos e deixamo-nos tocar pelo povo cabo-verdiano, por este povo de morabeza, que como família nos acolheu. Sabemos que é apenas um mês, e na hora da despedida aperta o coração. Mas é por Ele que vamos, é por Ele que voltamos. Não fazia sentido se de outra forma fosse.

 

 

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O projeto Ponte 2017 ocorreu em Cabo Verde e contou com o apoio do IPDJ - Instituto Português do Desporto e da Juventude I.P. Trata-se de um projeto de voluntariado de curta duração do movimento Jovens Sem Fronteiras em parceria com a Sol sem Fronteiras e os Missionários do Espírito Santo. 


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