A passagem por Contuboel deixou uma grande marca nos voluntários do projeto Aprender Vivendo. E é que deixar a segurança do contexto habitual para pôr os pés a caminho, arregaçar as mangas e partir em missão acaba sempre por ser uma experiência muito intensa. Após o regresso os voluntários já fizeram o primeiro balanço, e quiseram partilhá-lo com todos nós. Continua a ler para conhecer o que pensam a Alicia, a professora Cristina e a Andresa:
Alicia Teodoro
"Durante um mês Contuboel foi a minha casa, onde partilhei momentos inesquecíveis, momentos que me fazem querer recuar no tempo e aproveitar cada segundo como se fosse o último. Não existem palavras suficientes que consigam descrever o que este mês me fez sentir, o que me fez viver e especialmente me fez amar. Uma das coisas mais difíceis de ir em missão é regressar ao nosso quotidiano, mas aprendi que a missão é voltar e ser testemunho. O povo de Contuboel vive cada dia como se fosse o último, que o amor é capaz de ultrapassar qualquer barreira e religião, tal como aquele abraço que recebi de uma criança num dia em que me senti frustrada, foi um gesto puro de amor. Foi nesse pequeno instante que aprendi que temos de ter tempo para parar, para olhar e principalmente ter tempo para amar o outro."

Os voluntários a pasear por Contuboel com a Irmã Ana Lúcia
Testemunho – Ana Cristina Marques
"Nhi N’can Psina Tchosso que djabn” (Jo 14,6)[1]
[1] "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.
Inscrição na Igreja da Missão de Nhoma, visualizada na primeira eucaristia, dia 31 de julho.

A professora Cristina com uma criança de Contuboel
Andresa Nobre
"Foi um mês inexplicável, cheio de emoções, alegrias, aprendizagens e de crescimento. Acolheram-nos tão bem, a verdade é que me senti parte da comunidade de Contuboel. Vivi aquele mês ao máximo e dei o melhor de mim. Cada sorriso, cada gesto, cada abraço, cada toque daquele povo que sem saber já tinha um lugar no meu coração. Em cada olhar que trocava encontrava simplicidade e humildade. Esta missão fez-me olhar o mundo de diferente forma, de estar mais atenta ao outro. O que fica? Fica uma bagagem cheia de recordações, de amor, de uma segunda casa que nunca esquecerei. Parte do meu coração ainda está em Contuboel e vai ficar para sempre."
