9 de Janeiro, 2023

Encontro de avaliação do projeto Ponte 2022

Este fim-de-semana decorreu o encontro de avaliação do projeto Ponte 2022, o projeto de voluntariado fruto da parceria entre os Jovens Sem Fronteiras, os  Missionários do Espírito Santo e a Sol sem Fronteiras.

Chegados à Margem Sul desde várias partes do país, foi no Convento das Irmãs da Apresentação de Maria, na Quinta da Boa Vista, que os voluntários se reuniram ao longo do fim de semana. O P. Vítor Ferros, membro da coordenação nacional dos Jovens Sem Fronteiras, foi o responsável por orientar a reflexão ao longo do encontro. No domingo de manhã, a reflexão foi partilhada também com a Solsef, representada pela Raquel Carreira, e com a Coordenação Nacional, representada pelo P. Hugo Ventura.

Reflexão individual e partilhada

Desde o regresso, em setembro, os voluntários tiveram tempo para voltar às suas realidades, cá, em Portugal, e para refletir individualmente sobre o mês que passaram em Caió, na Guiné-Bissau. Da mesma forma, a Sol sem Fronteiras ajudou a estruturar um pouco a reflexão com a partilha de um questionário de avaliação individual do projeto.

Agora, passados já alguns meses, o encontro de avaliação do fim-de-semana serviu para reunir o grupo pela primeira vez após o fim do projeto. Além disso, foi também uma oportunidade para refletir de forma conjunta o que significou o projeto Ponte 2022 enquanto experiência de grupo.

Resultado dos questionários

A apresentação da Raquel, no domingo, começou com um exercício coletivo de memória, onde recordaram os melhores momentos e experiências de cada um. Esta partilha revelou que, para a maioria, o melhor do projeto foi estar com as pessoas e conhecer de perto a cultura do povo manjaco.

A seguir, a Raquel partilhou com os voluntários o resultado dos seus questionários individuais.

Nestes questionários, os voluntários expressaram previamente a sua opinião sobre diferentes tópicos relacionados com a gestão do projeto. Opinaram, por exemplo, sobre a qualidade/importância dos encontros de formação programados durante o ano de preparação ou sobre o acompanhamento da Solsef, entre outros.

Além disso, os pontistas deram algumas sugestões que poderão ser úteis para futuros projetos Ponte. Por exemplo, vários coincidiram na importância de incluir, durante a preparação do projeto, formações de pedagogia. Outra sugestão repetida foi a de incluir mais encontros que permitissem ao grupo aprender a trabalhar em conjunto antes da partida com atividades como, por exemplo, a preparação de projetos de voluntariado em Portugal.

Continuar com a Missão

A seguir, o grupo repensou coletivamente o projeto e planificou como poderão continuar com o seu trabalho cá, em Portugal.

A Ponte pretende ter impacto além da comunidade onde decorreu e das pessoas que participaram nele. Também pretende ser um veículo para a sensibilização para as questões do desenvolvimento.

Nesse sentido, a Raquel partilhou algumas estratégias com as quais os voluntários poderão continuar com a Missão e que passam, sobretudo, por partilhar a sua experiência com os seus entes queridos e através dos vários testemunhos, escritos e não só, que a Solsef possa divulgar também através das suas redes sociais. Este passo, que parece pequeno, é de grande importância pois a partilha de testemunhos em primeira pessoa pode quebrar muitos preconceitos e aumentar a rede de pessoas dispostas a tornar o mundo mais justo.

Já para concluir, foram apresentadas as contas do projeto e entregues os diplomas de participação.

O encontro resultou ser uma experiência muito enriquecedora, tanto para os voluntários como para a Solsef. Estar com os voluntários, conhecer de perto a sua experiência e ouvir as suas sugestões certamente ajudarão na hora de planificar e orientar novos projetos de voluntariado.

Só nos resta agradecer a todos os voluntários pela participação e também ao Pe. Hugo Ventura e Pe. Vitor Ferros pela disponibilidade para orientar este encontro. Obrigado a todos!