13 de Abril, 2026
As obras começaram no Jardim de Infância P. Libermann
No bairro de Marrere, em Nampula (Moçambique) há jardins de infância. O que não há, ainda, é nenhum acessível a todas as crianças, nem às que vivem com deficiência, nem às famílias que não conseguem pagar. É para responder a essa lacuna que o projeto Construir para Incluir está a construir o Jardim de Infância P. Libermann, o primeiro jardim de infância inclusivo do bairro.
Na última semana de dezembro de 2025, a comunidade local limpou o terreno e nos meses seguintes as obras avançaram a bom ritmo: as fundações estão feitas e as paredes começam a ser levantadas.
O Jardim de Infância P. Libermann criado para quem não tinha lugar
O Jardim de Infância P. Libermann vai acolher 75 crianças entre os 3 e os 5 anos, com especial atenção às meninas e às crianças com necessidades educativas específicas. O impacto previsto vai além das crianças inscritas e estima-se que mais de 3.000 pessoas sejam afetadas indiretamente. Por um lado, as famílias que passam a ter um espaço de confiança onde deixar os filhos, bem como os professores que adquirem práticas inclusivas, e ainda uma comunidade que começa a normalizar a deficiência a partir da escola.
A Chiara, técnica de projetos da Solsef, esteve em março em Nampula para acompanhar o arranque das obras, em articulação com os parceiros locais — os Missionários do Espírito Santo em Moçambique — que coordenam o projeto no terreno.
O que tornou este momento possível
Chegar até aqui foi o resultado de um trabalho feito ao longo de 2025. Grande parte do financiamento veio de donativos e compras através da Prenda Solidária, o negócio social da Solsef, com destaque para a campanha de Natal. Os Jovens Sem Fronteiras tiveram um papel central nessa campanha, dinamizando vendas nas suas paróquias.
O projeto conta ainda com o financiamento da Kindermissionswerk e com o apoio da Fundação Vasco Vieira de Almeida e da Dona Ajuda. É desenvolvido pela Solsef em parceria com os Missionários do Espírito Santo.
As próximas etapas incluem o recrutamento da equipa educativa, campanhas de mobilização junto às famílias de Marrere e, finalmente, a abertura das portas às crianças.
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